quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Aprendemos com os acertos


O primeiro post é sempre o mais complicado, pois ficamos imaginando milhares de coisas sobre o que vamos escrever, é como aquela carta que ficamos ensaiando em escrever para aquela pessoa que estamos de olho, começamos e depois amassamos e jogamos fora.
Bem vamos lá, vou começar me apresentando, tenho 27 anos, moro em São Paulo, terra onde nasci, sou filha única de mãe solteira, isso ajuda a explicar muitas coisas sobre o meu relacionamento não ter dado certo segundo a psicóloga. Minha família é do interior de Minas, as mulheres todas mãe solteiras, e os homens, bem melhor não comentar muito, fui criada por pessoas que sei que realmente me amavam, minha mãe apesar de algumas atitudes que eram opostas sei que também me ama e que me deu uma boa criação.
Sempre fui uma criança que detestava ficar sozinha, gostei de sempre ter um amigo para brincar, seja de carrinho ou de boneca, se bem que minhas brincadeiras prediletas eram os carrinhos, sempre achei que as mulheres de uma forma são um tanto quanto frágeis e emotivas. Por isso grande parte dos meus amigos eram meninos (quando entrei na adolescência descobri os benefícios de ter amigos homens, alias sabia como me “proteger” das piadas e brincadeiras que eles gostaram de fazer com nossos sentimentos).
Vivi intensamente a minha infância, brinquei tudo o que podia brincar, fiz manhas, apanhei, guardei os dentes para as fadas dos dentes, acreditei em papai Noel, e questionei muito para minha mãe o por que meu pai tinha outra família, ela sempre me contou a verdade sobre isso, mas sempre doía cada vez que eu ouvia, alias todos meus amigos tinha uma família composta por Pai e Mãe e não por Mãe, Tias e Tios.
Minha adolescia foi uma das melhores, brincadeira de rua, bilhetinhos trocados com aquele vizinho, pedido de namoro através de bilhetes e com a opção de resposta do sim e do não, na escola muitas aventuras, na época eu era uma das melhores alunas, sempre escolhida para ajudar a professora com a recuperação e projetos da escola.
Gostava de inventar modas, em quanto todas meninas vestiam rosa, eu vestia preto, em quanto as meninas ficavam falando de moda eu fala de futebol, as unhas pintadas coloridas, batons fortes, cabelo colorido, chaveiros diferencias e meus sagrados amigos do lado. Sempre me chamando de menino, pois não sabia me portar como uma menina. Aprendi a usar uma saia quando tinha uns 15 anos, que foi quando comprei minha 1ª mini-saia.
Tinha vergonha do meu corpo, por eu ser magra demais, e não ter meu corpo desenvolvido como das outras meninas, bendita hora que desejei isso, anos depois eu com 15 parecia uma menina de 17. Mas posso dizer que a natureza foi muito boa comigo, hoje gosto muito de como eu sou, do corpo que tenho e ate dos defeitos que achava que tinha hoje não vejo mais.
Namorei bastante, beijei muitas bocas, conheci muitas pessoas, me apaixonei por todos “namoradinhos” que tive, ate mesmo aqueles que duraram 02 meses. Nunca foi nada serio, mas vivi intensamente, para idade que tinha. Quando fui ficando mais velha tive alguns namorados mais sérios e duradouros, namorei um que minha mãe odiava, alias ele não era bom para mim, depois tive o namorado perfeito, com bom trabalho e boa família, claro que não deu certo alias nos mulheres desde sempre gostamos daqueles homens que são os errados. Ate que conheci a pessoa com quem casei e tive um filho lindo.
No meio dessa historia de onde conheci meu ex marido, aprendi muitas coisas, e acho que por isso, mesmo com meus erros, aprendi muito. Alias não aprendemos com os acertos, ninguém nem nota que estamos certos, mas basta fazer uma coisa errada que o mundo desaba sobre você para te julgar e criticar. E é com essas criticas e muitos erros que hoje sou uma pessoa completamente diferente daquela garota de 15 anos.
Bem vindo ao meu blog, tive a idéia de criar ele, pois só nesse ano tive 02 amigas que passaram por tudo que passei na separação do meu casamento, e elas me perguntava: E agora o que eu faço???
Vocês podem ate pensar, como uma pessoa de 27 anos pode falar de coisas da vida, pois ela não conhece nada...posso não ter muitos anos de vivencia, mas tudo o que vivi nesses 27 anos, me deram base para conhecer o meu hoje.

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